O Ministério Público de Roraima (MPRR) denunciou uma ex-tesoureira do Banco do Brasil, o marido dela e uma mulher apontada como “laranja” por envolvimento em um esquema de desvio de mais de R$ 5,2 milhões de uma agência em Caracaraí, no sul do estado.
Os crimes investigados ocorreram entre 2020 e 2022 e incluem peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A principal investigada, Daura Souza Rodrigues, ocupava o cargo de gerente de serviços, equivalente à função de tesoureira.
Segundo a denúncia, ela utilizava o sistema do banco para inserir operações fraudulentas.
Também foi denunciado Paulo José Assis de Souza, marido da investigada e apontado como mentor do esquema.
Kellyane Saraiva Gomes Silva teria atuado como “laranja” na movimentação dos valores desviados.
O esquema consistia em registrar depósitos e pagamentos sem que houvesse entrada real de dinheiro no caixa.
A ex-tesoureira utilizava suas senhas e as do gerente-geral para simular operações financeiras.
Os valores eram desviados para contas do grupo e utilizados em despesas pessoais e comerciais.
“Conforme explicitado na denúncia, o resultado das investigações indica que os investigados se uniram de forma organizada e estruturada, com a finalidade de desviar valores e praticar diversos crimes de peculato em detrimento do patrimônio do Banco do Banco do Brasil”, diz o documento.
A fraude foi descoberta em junho de 2022, durante auditoria surpresa.
Segundo o MPRR, houve tentativa de ocultação com interrupção do sistema e retirada de dinheiro do cofre.
A investigada também tentou acessar a agência fora do expediente, mas foi impedida.
O grupo utilizava empresas de fachada e contas intermediárias para ocultar os valores.
O MPRR pediu o sequestro de bens até mais de R$ 19 milhões.
