A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) a Operação Heavy Pen, com ações em Roraima e outros estados, para combater a produção clandestina e o comércio ilegal de medicamentos destinados ao emagrecimento.
A operação conta com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e inclui o cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão e 24 ações de fiscalização.
Além de Roraima, as ações ocorrem no Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe, Amapá e Santa Catarina.
Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Boa Vista. Os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos e celulares. Não houve mandado de prisão em Roraima.
Nos demais estados, os policiais apreenderam armas e munições e encontraram dinheiro embaixo de uma cesta de lixo dentro de um banheiro na casa de um dos alvos da operação.
O objetivo é enfrentar a atuação de grupos envolvidos na cadeia ilegal desses produtos, desde a importação irregular até a distribuição e comercialização.
Os alvos incluem medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, utilizados no tratamento da obesidade, além de substâncias como a retatrutida, ainda sem autorização no Brasil.
Durante a operação, também são fiscalizados laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas suspeitas de atuar fora das normas sanitárias.
Esses estabelecimentos podem estar envolvidos na produção, fracionamento ou na venda de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida.
Segundo a Polícia Federal, os materiais coletados durante as diligências serão usados para fortalecer investigações em andamento.
As condutas investigadas podem configurar crimes como falsificação de medicamentos, comércio irregular e contrabando.
Dados apontam aumento nas apreensões: em 2024 foram 609 unidades, em 2025 o número chegou a 60.787, e até março de 2026 já são 54.577 unidades apreendidas.
