Um psicólogo foi condenado a 2 anos e 6 meses de reclusão por falsidade ideológica praticada durante a avaliação psicológica do concurso para agente penitenciário do estado de Roraima, realizado em 2021. A decisão é da 1ª Vara Criminal e foi divulgada nesta terça-feira (7) pelo Ministério Público (MPRR).

Segundo a denúncia da 1ª Promotoria de Justiça Criminal, Jorge Manoel Mendes Cardoso coordenou a fase psicológica do concurso, executado pelo Instituto AOCP, e respondeu pela análise dos recursos administrativos.

Durante essa etapa, conforme a acusação, foram utilizados os nomes e os registros profissionais de dois psicólogos que não participaram da banca revisora nem atuaram no concurso. Ao todo, 182 pareceres falsos mantiveram a reprovação de candidatos.

A pena de prisão foi substituída por penas restritivas de direitos. A sentença também determinou indenização de R$ 81 mil por danos morais coletivos, acrescida de correção monetária e juros de mora desde 2021.

O promotor de Justiça Masato Kojima afirmou que as provas demonstraram a inserção deliberada dos nomes dos profissionais para conferir aparência de legalidade aos pareceres e ressaltou que o mesmo tipo de conduta também foi praticado pelo réu em concursos realizados em Goiás e no Distrito Federal.