O risco de um possível super El Niño tem levado à ampliação de orientações sobre manejo do fogo em terras indígenas de Roraima. No norte do estado, ações educativas foram intensificadas para reduzir a ocorrência de incêndios durante períodos de estiagem.
Na Terra Indígena Santa Inês, comunidades Macuxi participam das atividades promovidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
As oficinas abrangem uma área de cerca de 30 mil hectares, incluindo as comunidades Leão de Ouro e Santa Inês. Os encontros orientam sobre manejo integrado do fogo, reunindo práticas tradicionais e técnicas de prevenção.
A redução das chuvas na Região Norte é considerada um fator de risco, já que contribui para o aumento da vegetação seca e facilita a propagação de incêndios.
Entre os temas discutidos está o descarte de resíduos sólidos. A queima de lixo pode provocar focos de incêndio, especialmente em períodos de estiagem, e por isso é abordada durante as atividades.
Outro ponto é a queima prescrita, técnica que consiste na utilização controlada do fogo para reduzir o material combustível e evitar incêndios de grandes proporções.
Além das orientações sobre incêndios, as oficinas incluem alternativas para garantir segurança alimentar durante períodos críticos.
A Embrapa apresentou sistemas de produção integrados, com cultivo de hortaliças e criação de peixes e pequenos animais em áreas reduzidas.
As atividades incluem palestras, dinâmicas e participação de lideranças locais. Segundo o Ibama, a continuidade dessas ações é necessária para reduzir impactos ambientais e fortalecer a adaptação das comunidades.
Com informações de ac24horas
