Após paralisação de servidores, o governo de Roraima apresentou, na noite de segunda-feira (31), proposta de recomposição salarial de 16%, construída com diálogo entre parlamentares, líderes sindicais e equipe econômica.
A recomposição será aplicada inicialmente em 6,5% ainda este mês. O restante do aumento será escalonado, com parcelas anuais de aproximadamente 2,38% a partir de 2027, acrescidas da reposição pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O encontro contou com a presença do governador Edilson Damião (União), representantes de 17 categorias estaduais, da equipe econômica das secretarias da Fazenda (Sefaz), Planejamento e Orçamento (Seplan) e Gestão Estratégica e Administração (Segad), além dos deputados Soldado Sampaio (Republicanos), Rarison Barbosa (PL), Cláudio Cirurgião (União) e Lucas Souza (PL).
O modelo acordado determina que a medida será formalizada pela Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) e vinculada à Lei Orçamentária Anual (LOA), garantindo previsibilidade e segurança jurídica na execução dos reajustes futuros.
Também ficou definido que, caso haja crescimento na arrecadação estadual, os percentuais poderão ser ampliados ou antecipados, permitindo que o índice total seja atingido em prazo menor.
Segundo o governo, a proposta foi estruturada considerando o equilíbrio fiscal do estado e a sustentabilidade das contas públicas, ao mesmo tempo que atende à demanda dos servidores por recomposição salarial.
A paralisação serviu como um gatilho para o diálogo entre sindicatos e parlamentares, consolidando a proposta escalonada que combina reajuste imediato e gradual.
O escalonamento visa evitar sobrecarga financeira para o estado, mantendo a segurança orçamentária enquanto garante o reajuste integral aos servidores em prazo definido.
A formalização da medida pela ALERR e a vinculação à LOA reforçam a transparência e reduzem riscos jurídicos.
Autoridades destacam que o modelo proposto equilibra a necessidade de recomposição salarial com a responsabilidade fiscal do governo estadual.
