{"id":6740,"date":"2025-08-14T07:00:00","date_gmt":"2025-08-14T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/amororaima.com.br\/?p=6740"},"modified":"2025-08-13T20:41:06","modified_gmt":"2025-08-14T00:41:06","slug":"mapbiomas-desmatamento-no-brasil-atinge-nivel-recorde-desde-colonizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amororaima.com.br\/index.php\/2025\/08\/14\/mapbiomas-desmatamento-no-brasil-atinge-nivel-recorde-desde-colonizacao\/","title":{"rendered":"MapBiomas: desmatamento no Brasil atinge n\u00edvel recorde desde coloniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>O Brasil perdeu 111,7 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas naturais entre 1985 e 2024 \u2014 a maior perda desde o in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o, segundo o MapBiomas. A \u00e1rea, maior que a Bol\u00edvia, representa 13% do territ\u00f3rio nacional e foi convertida principalmente para pastagem e agricultura.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o coordenador do estudo, Tasso Azevedo, essa perda representa 40% de toda a ocupa\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica registrada desde a coloniza\u00e7\u00e3o, sendo os 60% anteriores dilu\u00eddos em s\u00e9culos. A taxa m\u00e9dia anual foi de 2,9 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas naturais suprimidas.<\/p>\n\n\n\n<p>As florestas foram as mais atingidas, com redu\u00e7\u00e3o de 62,8 milh\u00f5es de hectares. \u00c1reas \u00famidas, como mangues e alagados, perderam 22% de sua extens\u00e3o. A agropecu\u00e1ria foi respons\u00e1vel por grande parte dessa convers\u00e3o: 62,7 milh\u00f5es de hectares se tornaram pastagens e 44 milh\u00f5es, \u00e1reas agr\u00edcolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estados mais afetados pela agricultura foram Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo e Rio Grande do Sul. A pecu\u00e1ria teve papel decisivo no longo prazo, embora sua expans\u00e3o tenha estagnado nos anos 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os biomas, a Amaz\u00f4nia liderou em perdas absolutas (52,1 milh\u00f5es de hectares), seguida pelo Cerrado (40,5 mi). A Caatinga perdeu 9,2 milh\u00f5es, o Pampa 3,8 milh\u00f5es (30% de seu territ\u00f3rio), Mata Atl\u00e2ntica 4,4 milh\u00f5es e Pantanal 1,7 milh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O pico da devasta\u00e7\u00e3o ocorreu entre 1995 e 2004, com a convers\u00e3o de 44,8 milh\u00f5es de hectares, sendo 35,6 milh\u00f5es para agricultura. O per\u00edodo entre 2005 e 2014 foi o de menor avan\u00e7o, com 17,6 milh\u00f5es de hectares suprimidos. Desde ent\u00e3o, o desmatamento voltou a crescer, com destaque para a regi\u00e3o Amacro (Amazonas, Acre e Rond\u00f4nia).<\/p>\n\n\n\n<p>A edi\u00e7\u00e3o atual do MapBiomas traz tamb\u00e9m uma inova\u00e7\u00e3o: o mapeamento de usinas fotovoltaicas como nova classe de uso do solo. Entre 2015 e 2024, elas se expandiram sobretudo na Caatinga, onde concentram 62% da \u00e1rea ocupada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil perdeu 111,7 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas naturais entre 1985 e 2024 \u2014 a maior perda desde o in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o, segundo o MapBiomas. A \u00e1rea, maior que a Bol\u00edvia, representa 13% do territ\u00f3rio nacional e foi convertida principalmente para pastagem e agricultura. 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