{"id":4861,"date":"2025-03-07T10:30:00","date_gmt":"2025-03-07T14:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/amororaima.com.br\/?p=4861"},"modified":"2025-03-07T16:30:35","modified_gmt":"2025-03-07T20:30:35","slug":"pib-fecha-2024-em-34-e-registra-maior-taxa-desde-2021-apontam-dados-do-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amororaima.com.br\/index.php\/2025\/03\/07\/pib-fecha-2024-em-34-e-registra-maior-taxa-desde-2021-apontam-dados-do-ibge\/","title":{"rendered":"PIB fecha 2024 em 3,4% e registra maior taxa desde 2021, apontam dados do IBGE"},"content":{"rendered":"\n<p>A&nbsp;economia&nbsp;brasileira perdeu ritmo no quarto trimestre, mas fechou 2024 com alta de 3,4% no acumulado do ano, apontam dados do&nbsp;Produto Interno Bruto (PIB) divulgados nesta sexta-feira (7) pelo&nbsp;Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento de 3,4% veio ap\u00f3s avan\u00e7o de 3,2% em 2023. Trata-se da maior alta desde 2021 (4,8%), quando o PIB se recuperava dos estragos da pandemia no ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo resultado ficou em linha com a mediana das proje\u00e7\u00f5es do mercado financeiro, que era de 3,5%, conforme a ag\u00eancia Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de 3,2% a 3,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o ano at\u00edpico de 2021 n\u00e3o fosse levado em conta, j\u00e1 que a base de compara\u00e7\u00e3o com 2020 estava fragilizada pela pandemia, a alta de 3,4% seria a maior desde 2011 (4%).<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando apenas o quarto trimestre de 2024, o PIB mostrou relativa estagna\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Houve leve varia\u00e7\u00e3o positiva de 0,2% frente aos tr\u00eas meses imediatamente anteriores, disse o IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero veio ligeiramente abaixo da mediana de 0,4% esperada por analistas em pesquisa da Bloomberg. O intervalo das previs\u00f5es ia de 0% a 0,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>O PIB havia crescido 1% no primeiro trimestre de 2024, 1,3% no segundo e 0,7% no terceiro, de acordo com dados revisados pelo IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p>As taxas divulgadas anteriormente eram de 1,1%, 1,4% e 0,9%. A revis\u00e3o dos n\u00fameros \u00e9 um procedimento comum no instituto a partir da incorpora\u00e7\u00e3o de novas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 um resultado bom para o ano passado, mas com um pren\u00fancio [no quarto trimestre] do que ser\u00e1 2025: um ano de crescimento mais baixo e mais dificuldades na economia. Isso j\u00e1 est\u00e1 um tanto quanto contratado&#8221;, afirma a economista Juliana Inhasz, professora do Insper.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Consumo sente juro alto, diz IBGE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A perda de ritmo do PIB no quarto trimestre foi puxada pelo consumo das fam\u00edlias. O consumo caiu 1% em rela\u00e7\u00e3o aos tr\u00eas meses imediatamente anteriores. Foi a primeira baixa desde o segundo trimestre de 2021 (-1,4%).<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, o resultado reflete o&nbsp;in\u00edcio do ciclo de alta da taxa b\u00e1sica de juros (Selic) e a&nbsp;acelera\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o dos alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela ainda disse que a base elevada de compara\u00e7\u00e3o ajuda a explicar o freio no consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No quarto trimestre de 2024, o que chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que o PIB ficou praticamente est\u00e1vel, com crescimento nos investimentos [0,4%], mas com queda no consumo das fam\u00edlias&#8221;, afirmou a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isso porque no quarto trimestre tivemos um pouco de acelera\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o, principalmente a de alimentos. Continuamos tendo melhoria no&nbsp;mercado de trabalho, mas com uma taxa j\u00e1 n\u00e3o t\u00e3o alta. E os juros come\u00e7aram a subir em setembro do ano passado, o que j\u00e1 impactou no quarto trimestre.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Demanda interna impacta ano<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No acumulado de 2024, a atividade econ\u00f4mica teve impulso da demanda interna, indicou o IBGE. Houve impacto de medidas de est\u00edmulo do governo&nbsp;Lula&nbsp;(PT) e do&nbsp;desempenho positivo&nbsp;do&nbsp;mercado de trabalho, que mostrou&nbsp;queda do desemprego e aumento da renda.<\/p>\n\n\n\n<p>A conjuntura levou o PIB a um crescimento acima do previsto inicialmente por analistas e pelo governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para se ter uma ideia, ao final de 2023, a mediana das estimativas do mercado financeiro indicava avan\u00e7o de apenas 1,52% em 2024, de acordo com o&nbsp;boletim Focus, do&nbsp;Banco Central (BC). O Minist\u00e9rio da Fazenda tinha uma proje\u00e7\u00e3o de 2,2%.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Apesar desse fechamento mais fraco [no quarto trimestre], 2024 foi um ano de crescimento robusto, com a economia avan\u00e7ando 3,4%, bem acima do seu potencial&#8221;, afirma o economista Igor Cadilhac, do PicPay.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esse desempenho foi impulsionado, principalmente, pela forte demanda dom\u00e9stica, sustentada por uma pol\u00edtica fiscal expansionista e pelo aumento da oferta de cr\u00e9dito.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Selic maior \u00e9 desafio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Manter a economia aquecida ficou mais dif\u00edcil&nbsp;a partir do segundo semestre do ano passado, quando o BC&nbsp;passou a subir os juros&nbsp;para conter a&nbsp;infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para 2025, a tend\u00eancia de desacelera\u00e7\u00e3o deve continuar, embora o primeiro trimestre ainda se beneficie do desempenho da agropecu\u00e1ria&#8221;, diz a economista Mariana Rodrigues Monteiro, da SulAm\u00e9rica Investimentos. A casa prev\u00ea PIB de 2% neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mediana, as estimativas do mercado sinalizam uma varia\u00e7\u00e3o de 2,01% para o acumulado de 2025, conforme o boletim Focus. A Selic&nbsp;est\u00e1 em 13,25%&nbsp;ao ano e&nbsp;deve fechar dezembro em 15%, de acordo com a mesma publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A alta dos juros tenta esfriar a demanda por bens e servi\u00e7os para conter os pre\u00e7os. O efeito colateral do cr\u00e9dito mais caro \u00e9 o obst\u00e1culo ao consumo e aos investimentos produtivos, vetores do PIB.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Olhando para o futuro, a combina\u00e7\u00e3o de infla\u00e7\u00e3o persistente, juros elevados e consequente aperto das condi\u00e7\u00f5es financeiras deve pesar sobre a atividade econ\u00f4mica&#8221;, afirma Igor Cadilhac, do PicPay.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda&nbsp;projeta crescimento de 2,3% para o PIB de 2025. A estimativa \u00e9 maior do que a mediana do mercado (2,01%), mas tamb\u00e9m sinaliza uma desacelera\u00e7\u00e3o ante 2024 (3,4%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Servi\u00e7os e ind\u00fastria fecham 2024 no azul<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com o resultado do ano passado, o PIB renovou o recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE, iniciada em 1996. Em valores correntes, o indicador totalizou R$ 11,7 trilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela \u00f3tica da oferta, o aumento de 3,4% foi&nbsp;puxado pelo crescimento do setor de servi\u00e7os (3,7%) e da ind\u00fastria (3,3%). A agropecu\u00e1ria, por outro lado, teve queda em meio a problemas clim\u00e1ticos (-3,2%).<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo vi\u00e9s da demanda por bens e servi\u00e7os, o IBGE destacou a&nbsp;alta de 4,8% no consumo das fam\u00edlias, que respondeu por 63,8% do PIB no ano passado. A alta de 4,8% \u00e9 a maior desde 2011, quando o crescimento havia sido da mesma magnitude.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A conjuntura econ\u00f4mica foi extremamente favor\u00e1vel para o consumo das fam\u00edlias em 2024&#8221;, disse Rebeca Palis, do IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela citou fatores como melhora do mercado de trabalho, programas de transfer\u00eancia de renda do governo, juros menores na m\u00e9dia do ano comparada a 2023 e infla\u00e7\u00e3o sem descontrole, apesar do repique nos pre\u00e7os dos alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra contribui\u00e7\u00e3o para o PIB de 2024 veio dos investimentos produtivos, que s\u00e3o medidos pela Forma\u00e7\u00e3o Bruta de Capital Fixo (FBCF). No ano, a FBCF registrou alta de 7,3%, o melhor resultado desde 2021 (12,9%).<\/p>\n\n\n\n<p>Se de um lado os juros desafiam o consumo e os investimentos em 2025, de outro a perspectiva de recupera\u00e7\u00e3o da safra tende a ajudar o PIB no come\u00e7o deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ora, as estimativas&nbsp;sinalizam recorde para a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os&nbsp;ap\u00f3s os&nbsp;problemas clim\u00e1ticos de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A desacelera\u00e7\u00e3o do PIB em 2025 ser\u00e1 suave se a gente conseguir mesmo chegar a uma safra recorde. Caso os dados n\u00e3o apontem isso, a desacelera\u00e7\u00e3o provavelmente ser\u00e1 um pouco mais acentuada&#8221;, diz Juliana Inhasz, do Insper.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PIB per capita avan\u00e7a 3%<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O PIB \u00e9 a soma dos bens e servi\u00e7os produzidos pelo pa\u00eds. Seu avan\u00e7o \u00e9 usualmente chamado de crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>O PIB per capita, que divide o valor das riquezas produzidas pelo n\u00famero de habitantes, aumentou 3% em 2024, chegando a R$ 55.247,45. A alta de 3% \u00e9 a maior desde 2021 (4,3%).<\/p>\n\n\n\n<p>Parte dos analistas teme que, mesmo com os alertas sobre o quadro fiscal, o governo Lula adote novas medidas de est\u00edmulo \u00e0 economia em meio \u00e0 trajet\u00f3ria de&nbsp;queda da popularidade do presidente.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das quest\u00f5es que estariam por tr\u00e1s da aprova\u00e7\u00e3o em baixa seria a&nbsp;infla\u00e7\u00e3o dos alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudo recente da consultoria LCA&nbsp;indicou que o patamar elevado dos pre\u00e7os ofuscou a percep\u00e7\u00e3o de melhora da renda do trabalho e da atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/amororaima.com.br\/index.php\/2025\/03\/07\/governo-zera-imposto-de-importacao-de-carne-cafe-milho-azeite-de-oliva-massas-e-biscoitos-para-conter-inflacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Para frear a infla\u00e7\u00e3o, o governo\u00a0anunciou na quinta (6) que vai zerar a al\u00edquota de importa\u00e7\u00e3o\u00a0de produtos<\/strong><\/a> como carne, caf\u00e9, milho, \u00f3leos e a\u00e7\u00facar. Associa\u00e7\u00f5es\u00a0afirmaram que a medida \u00e9 in\u00f3cua.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento do \u00f3leo diesel e do frete pressiona os alimentos e&nbsp;pode amea\u00e7ar as a\u00e7\u00f5es para conter os pre\u00e7os da comida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Com informa\u00e7\u00f5es da Folha de S. Paulo<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A&nbsp;economia&nbsp;brasileira perdeu ritmo no quarto trimestre, mas fechou 2024 com alta de 3,4% no acumulado do ano, apontam dados do&nbsp;Produto Interno Bruto (PIB) divulgados nesta sexta-feira (7) pelo&nbsp;Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O crescimento de 3,4% veio ap\u00f3s avan\u00e7o de 3,2% em 2023. 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