{"id":4736,"date":"2025-02-27T10:20:39","date_gmt":"2025-02-27T14:20:39","guid":{"rendered":"https:\/\/amororaima.com.br\/?p=4736"},"modified":"2025-02-27T10:20:39","modified_gmt":"2025-02-27T14:20:39","slug":"apesar-de-queda-de-718-mortes-de-indigenas-por-malaria-tem-pior-ano-sob-governo-lula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amororaima.com.br\/index.php\/2025\/02\/27\/apesar-de-queda-de-718-mortes-de-indigenas-por-malaria-tem-pior-ano-sob-governo-lula\/","title":{"rendered":"Apesar de queda de 71,8%, mortes de ind\u00edgenas por mal\u00e1ria t\u00eam pior ano sob governo Lula"},"content":{"rendered":"\n<p>A mal\u00e1ria causou 9 mortes entre ind\u00edgenas em territ\u00f3rio brasileiro em 2024, uma redu\u00e7\u00e3o de 71,8% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s 32&nbsp;em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, os dados do minist\u00e9rio, obtidos pela reportagem via Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (LAI), mostram que o maior n\u00famero de mortes e infec\u00e7\u00f5es entre os povos ind\u00edgenas nos \u00faltimos anos se deu durante o governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, o painel epidemiol\u00f3gico do MS registrou 54.975 casos da doen\u00e7a entre os povos origin\u00e1rios em \u00e1reas ind\u00edgenas, o maior n\u00famero em 12 anos. Em 2023, foram registradas 32 mortes, o maior \u00edndice desde 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>Transmitida pela picada de f\u00eameas infectadas do mosquito Anopheles, a mal\u00e1ria \u00e9 uma doen\u00e7a end\u00eamica na Amaz\u00f4nia Legal, que abrange os estados do Acre, Amap\u00e1, Amazonas, Maranh\u00e3o, Mato Grosso, Par\u00e1, Rond\u00f4nia, Roraima e Tocantins.<\/p>\n\n\n\n<p>A propaga\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria \u00e9 influenciada por fatores clim\u00e1ticos (temperatura, umidade, altitude), antr\u00f3picos (desmatamento, mobilidade populacional, garimpo) e pela estrutura dos servi\u00e7os de sa\u00fade. Essas condi\u00e7\u00f5es fazem da Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica o principal foco da doen\u00e7a no Brasil, concentrando 99,98% dos casos registrados em 2023.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS), casos foram registrados em quatro estados: Roraima, Amazonas, Par\u00e1 e Amap\u00e1, totalizando 135 \u00f3bitos de 2010 a 2024.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte das mortes ocorreu em Roraima (79) e no Amazonas (54) no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo boletim epidemiol\u00f3gico do MS sobre a mal\u00e1ria no Brasil registrou um aumento de 41,2% nos casos da doen\u00e7a em \u00e1reas ind\u00edgenas em 2023 em rela\u00e7\u00e3o a 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o minist\u00e9rio, esse crescimento est\u00e1 relacionado \u00e0 \u201camplia\u00e7\u00e3o da cobertura dos servi\u00e7os de sa\u00fade\u201d, especialmente depois do decreto de Emerg\u00eancia em Sa\u00fade P\u00fablica, emitido no in\u00edcio de 2023, em resposta \u00e0 crise sanit\u00e1ria e nutricional no Distrito Sanit\u00e1rio Especial Ind\u00edgena Yanomami (Dsei-Y). O MS destacou uma \u201cmelhora\u201d nos processos de notifica\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o de casos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara fins de compara\u00e7\u00e3o, o n\u00famero de exames realizados no territ\u00f3rio Yanomami aumentou cerca de 38,7% entre 2022 e 2023 e 83,1% no primeiro trimestre de 2024 em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2023\u201d, informou o minist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Yanomami<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o mais grave \u00e9 observada na comunidade Yanomami. Cerca de 30 mil ind\u00edgenas da etnia vivem em uma reserva de 96 mil km\u00b2 demarcada nos estados de Roraima e Amazonas.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo contabiliza 102 das mortes totais pela doen\u00e7a registradas desde 2010. Os anos mais cr\u00edticos foram de 2020 a 2023, quando foram registrados 74 \u00f3bitos.<\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade na Terra Ind\u00edgena Yanomami s\u00e3o conduzidas, principalmente, pelo Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Emerg\u00eancia em Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Criado em 26 de janeiro de 2023, o centro \u00e9 respons\u00e1vel por coordenar estrat\u00e9gias de resposta \u00e0 emerg\u00eancia sanit\u00e1ria, mobilizar recursos para restabelecer os servi\u00e7os de sa\u00fade e articular a\u00e7\u00f5es com gestores estaduais e municipais do SUS.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas segundo a Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib), mais de dois anos depois da declara\u00e7\u00e3o de Emerg\u00eancia em Sa\u00fade P\u00fablica por causa da falta de assist\u00eancia \u00e0 popula\u00e7\u00e3o Yanomami, a crise sanit\u00e1ria continua sem solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade diz que os casos de mal\u00e1ria no territ\u00f3rio subiram de 14.450 em 2023 para 18.310 no 1\u00ba semestre de 2024. <a href=\"https:\/\/amororaima.com.br\/index.php\/2025\/02\/10\/malaria-stf-cobra-explicacoes-do-governo-lula-sobre-aumento-de-casos-da-doenca-na-terra-yanomami\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>A alta motivou a Apib a questionar o governo federal em of\u00edcio ao Supremo Tribunal Federal <\/strong><\/a>(STF).<\/p>\n\n\n\n<p>O documento tamb\u00e9m menciona uma \u201cfalha\u201d do MS em garantir transpar\u00eancia nas a\u00e7\u00f5es voltadas para os Yanomami. Al\u00e9m disso, ressalta a necessidade de dados atualizados e cont\u00ednuos sobre a situa\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio e as mortes na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma vez que a aus\u00eancia de periodicidade nas informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, bem como o longo per\u00edodo no qual s\u00e3o elaboradas, denota uma aus\u00eancia de compromisso com o repasse de informa\u00e7\u00f5es adequadas para que se possa realizar um balan\u00e7o das informa\u00e7\u00f5es apresentadas\u201d, declarou a Apib no documento.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base na peti\u00e7\u00e3o, o ministro do STF Lu\u00eds Roberto Barroso determinou em 6 de fevereiro que o governo federal explicasse o aumento de casos da doen\u00e7a no territ\u00f3rio Yanomami.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O outro lado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem procurou o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito dos casos de mal\u00e1ria entre ind\u00edgenas. Em nota, o minist\u00e9rio disse que o governo tem atuado para reverter \u201canos de neglig\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO governo federal reafirma que vem promovendo, desde 2023, a maior opera\u00e7\u00e3o j\u00e1 realizada pelo Estado na Terra Ind\u00edgena Yanomami para reverter o abandono herdado e garantir a prote\u00e7\u00e3o e a recupera\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida dos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as informa\u00e7\u00f5es solicitadas pelo Supremo Tribunal Federal ser\u00e3o prestadas dentro do prazo estabelecido, assegurando o compromisso com a transpar\u00eancia e a continuidade das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal segue atuando de forma estruturada e cont\u00ednua para reverter anos de neglig\u00eancia e garantir que os povos Yanomami tenham autonomia, dignidade, assist\u00eancia e seguran\u00e7a em seu territ\u00f3rio, reafirmando seu compromisso com a defesa dos direitos ind\u00edgenas e a soberania nacional.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Com informa\u00e7\u00f5es do Poder360<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mal\u00e1ria causou 9 mortes entre ind\u00edgenas em territ\u00f3rio brasileiro em 2024, uma redu\u00e7\u00e3o de 71,8% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s 32&nbsp;em 2023. 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