{"id":10198,"date":"2026-05-25T07:30:00","date_gmt":"2026-05-25T11:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/amororaima.com.br\/?p=10198"},"modified":"2026-05-25T11:25:56","modified_gmt":"2026-05-25T15:25:56","slug":"terra-yanomami-tem-reducao-de-areas-degradadas-pelo-garimpo-mas-relatorio-aponta-novas-rotas-de-invasao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amororaima.com.br\/terra-yanomami-tem-reducao-de-areas-degradadas-pelo-garimpo-mas-relatorio-aponta-novas-rotas-de-invasao\/","title":{"rendered":"Terra Yanomami tem redu\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas pelo garimpo, mas relat\u00f3rio aponta novas rotas de invas\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00e1rea desmatada pelo garimpo ilegal na Terra Ind\u00edgena Yanomami apresentou queda nos \u00faltimos anos, mas invasores seguem atuando em regi\u00f5es de fronteira e mudaram as estrat\u00e9gias para escapar da fiscaliza\u00e7\u00e3o. A conclus\u00e3o faz parte de relat\u00f3rio divulgado na sexta-feira (22) pelo Instituto Socioambiental (ISA) e pelo programa Monitoring of the Andes Amazon Program (MAAP), da Amazon Conservation Association.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme o levantamento, a TI Yanomami acumula 5.564 hectares degradados pela atividade garimpeira. Em 2025, foram identificados 45,2 hectares de novos desmatamentos, quase metade dos 84 hectares registrados em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relat\u00f3rio destaca que a redu\u00e7\u00e3o ocorre ap\u00f3s os \u00edndices recordes registrados em 2021 e 2022. Em 2020, o territ\u00f3rio teve 400 hectares desmatados pelo garimpo ilegal. Em 2021, a \u00e1rea degradada ultrapassou mil hectares e, em 2022, atingiu aproximadamente 1.800 hectares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o documento, a redu\u00e7\u00e3o mais significativa ocorreu em 2023, ap\u00f3s o governo federal instaurar Emerg\u00eancia de Sa\u00fade P\u00fablica de Import\u00e2ncia Nacional (Espin) na regi\u00e3o. Naquele ano, houve registro de 330 hectares de expans\u00e3o do garimpo, redu\u00e7\u00e3o de 81,6% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar da desacelera\u00e7\u00e3o, os pesquisadores alertam que a atividade ilegal continua presente no territ\u00f3rio. Em 2025, o monitoramento identificou 121 pol\u00edgonos de novas \u00e1reas impactadas, sendo que 90% deles possuem at\u00e9 um hectare.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os maiores pontos de degrada\u00e7\u00e3o ficam nas regi\u00f5es de Parima e Surucucus, pr\u00f3ximo \u00e0 pista do Feij\u00e3o Queimado, em Roraima. O relat\u00f3rio aponta que os garimpeiros passaram a dispersar as atividades e evitar grandes concentra\u00e7\u00f5es para dificultar opera\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Regi\u00f5es como Alto Catrimani, M\u00e9dio Uraricoera e Homoxi, que anteriormente concentravam intensa atividade garimpeira, aparentam estar relativamente neutralizadas. Em contrapartida, novas \u00e1reas degradadas foram identificadas em Parafuri-Parima, Hokomaw\u00eb e Cabeceira do Araca\u00e7\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O documento tamb\u00e9m cita o aumento de movimenta\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas \u00e0 fronteira com a Venezuela. Em 2025, o Sistema de Alertas da Terra Ind\u00edgena Yanomami registrou pelo menos cinco alertas relacionados \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de aeronaves clandestinas na regi\u00e3o de Auaris.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o relat\u00f3rio, as aeronaves voavam principalmente em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 pista do Ga\u00facho Animal, localizada na boca do rio Auaris, ou para uma pista situada na cabeceira do rio Araca\u00e7\u00e1. O texto tamb\u00e9m relaciona parte dessas movimenta\u00e7\u00f5es ao garimpo praticado na cabeceira do rio Orinoco, em territ\u00f3rio venezuelano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m das invas\u00f5es a\u00e9reas, o sistema registrou alertas sobre circula\u00e7\u00e3o de balsas, dragas e embarca\u00e7\u00f5es suspeitas pelos rios Uraricoera, Catrimani, Apia\u00fa e Ajarani. O Baixo Catrimani concentrou o maior n\u00famero de den\u00fancias envolvendo invas\u00f5es fluviais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o ge\u00f3grafo do ISA, Est\u00eav\u00e3o Senra, as opera\u00e7\u00f5es de retirada dos invasores precisam ser acompanhadas de medidas permanentes de prote\u00e7\u00e3o territorial. \u201cOpera\u00e7\u00f5es de desintrus\u00e3o s\u00e3o o primeiro passo indispens\u00e1vel, mas sozinhas elas n\u00e3o resolvem o problema estrutural. Sem estrat\u00e9gias de prote\u00e7\u00e3o territorial de m\u00e9dio e longo prazo, que envolvam vigil\u00e2ncia permanente e melhorias na regula\u00e7\u00e3o da cadeia do ouro, h\u00e1 um grande risco de observarmos uma nova onda de invas\u00e3o num futuro pr\u00f3ximo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O diretor do MAAP na Amazon Conservation, Matt Finer, afirmou que a experi\u00eancia em outros pa\u00edses demonstra que o garimpo ilegal tende a retornar sem fiscaliza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNa Terra Ind\u00edgena Yanomami, o garimpo ilegal atingiu seu pico entre 2021 e 2022, mas caiu significativamente ap\u00f3s a grande interven\u00e7\u00e3o do governo brasileiro, iniciada em 2023. No entanto, como observamos recentemente no Peru e na Venezuela, essas a\u00e7\u00f5es precisam fazer parte de um esfor\u00e7o cont\u00ednuo e de longo prazo. Caso contr\u00e1rio, o garimpo ilegal tende a retornar rapidamente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Com informa\u00e7\u00f5es do Instituto Socioambiental<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00e1rea desmatada pelo garimpo ilegal na Terra Ind\u00edgena Yanomami apresentou queda nos \u00faltimos anos, mas invasores seguem atuando em regi\u00f5es de fronteira e mudaram as estrat\u00e9gias para escapar da fiscaliza\u00e7\u00e3o. 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