O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 59,8 milhões em operações de crédito para Roraima entre janeiro e março de 2026. O resultado representa crescimento de 142,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando o estado recebeu R$ 24,7 milhões em aprovações.
Segundo o balanço, os recursos atenderam diferentes segmentos da economia roraimense e foram destinados integralmente a micro, pequenas e médias empresas.
O setor agropecuário liderou as aprovações no estado, com R$ 42,1 milhões. Na sequência aparecem infraestrutura, com R$ 11,5 milhões, além de comércio e serviços, que receberam R$ 5,9 milhões.
O banco também informou que, desde 2023, aprovou R$ 478,3 milhões em financiamentos para Roraima. O montante é 9,4% superior aos R$ 437,1 milhões registrados entre 2019 e 2022.
Os desembolsos realizados pela instituição no estado cresceram 31,4% no mesmo comparativo. Desde 2023, o volume chegou a R$ 358,4 milhões, enquanto entre 2019 e 2022 o total foi de R$ 272,8 milhões.
“Os números mostram que o BNDES tem atuado para facilitar o acesso ao crédito, ampliar investimentos, aumentar a produtividade, reforçar a infraestrutura e promover a inovação, impulsionando o pequeno empreendedor, a agropecuária e a indústria”, afirmou o presidente da instituição, Aloizio Mercadante.
Na Região Norte, o BNDES aprovou R$ 2,21 bilhões em crédito no primeiro trimestre de 2026. O valor representa aumento de 180% frente ao mesmo período do ano anterior.
Os financiamentos na região contemplaram infraestrutura, com R$ 1,21 bilhão; agropecuária, com R$ 545,7 milhões; comércio e serviços, com R$ 312,1 milhões; e indústria, com R$ 139,4 milhões. Do total aprovado, R$ 1,38 bilhão foi direcionado para micro, pequenas e médias empresas.
Desde 2023, as aprovações de crédito para a Região Norte somaram R$ 34,85 bilhões, crescimento de 123% em comparação aos R$ 15,62 bilhões registrados entre 2019 e 2022.
No cenário nacional, o banco registrou lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, além de aprovações de crédito que somaram R$ 45,7 bilhões. Os desembolsos chegaram a R$ 36,2 bilhões no período.
