A investigação sobre as mortes do empresário Edgar Silva Pereira, de 60 anos, e de Rossana de Lima e Silva, de 49, em Rorainópolis, passou a incluir o delegado da Polícia Civil Rick Silva e Silva, preso nesta terça-feira (14) durante a segunda fase da Operação Conluio.

As diligências ocorreram em Boa Vista e no município do sul de Roraima, com o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão domiciliar e um de prisão temporária ao longo da terça-feira e durante a manhã desta quarta-feira (15).

O casal foi encontrado carbonizado em 18 de dezembro de 2025, dentro de uma caminhonete incendiada na vicinal 31, um dia após desaparecer. Testemunhas relataram que eles saíram de casa, deixaram os filhos e disseram que retornariam em pouco tempo.

Segundo a Polícia Civil, Edgar e Rossana operavam um esquema de agiotagem.

As investigações começaram ainda em dezembro na unidade policial de Rorainópolis e foram assumidas no dia 24 pelo delegado João Evangelista, da Delegacia Geral de Homicídios (DGH).

A prisão de Rick Silva foi acompanhada pela Corregedoria-Geral de Polícia Civil (Corregepol), que informou que “instaurará procedimento administrativo cabível para apuração de eventual infração administrativa, assegurando o contraditório e a ampla defesa”.

De acordo com João Evangelista, o avanço da apuração revelou novos envolvidos.

“Essa etapa da apuração alcançou condutas relacionadas a servidores públicos, mas também identificou outras pessoas relacionadas ao fato sob investigação”, afirmou.

Ele disse ainda que o trabalho segue em andamento.

“As investigações seguem, com atuação integrada entre as instituições, visando ao completo esclarecimento dos fatos e à identificação de todos os envolvidos.”

Até o momento, já foram expedidos 25 mandados de busca e apreensão.

A Justiça autorizou medidas contra pelo menos sete pessoas, incluindo um advogado, diante de indícios de lavagem de dinheiro por meio de contratos fictícios de honorários advocatícios e transferências suspeitas de bens feitas pouco antes do crime.

Laudos apontam que os corpos foram carbonizados após as mortes.

A polícia não divulgou detalhes sobre a participação do delegado ou de outros investigados por causa do sigilo das investigações.