O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou a criação de mais de 10 mil novos leitos hospitalares desde 2023 e superou a marca de 360,4 mil em funcionamento no país. Os dados foram divulgados esta semana pelo governo federal. No mesmo período, a rede pública de saúde em Roraima recebeu 111 novos leitos, passando a contar com 1.481 unidades ativas.

A ampliação faz parte de uma retomada no crescimento da estrutura hospitalar do sistema público.

“Depois de mais de uma década, o SUS voltou a crescer de forma sustentável. A ampliação de leitos mostra que estamos reconstruindo e fortalecendo a capacidade da rede pública de atender a população em todas as regiões do país. Nosso compromisso é garantir uma expansão permanente, com planejamento e investimento contínuo, sem retrocessos”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Capacidade cirúrgica ampliada

Dos 10.057 leitos criados desde 2023, cerca de 74,9% foram destinados à área cirúrgica.

Em Roraima, a rede pública conta com cerca de 200 leitos cirúrgicos.

O aumento da estrutura hospitalar contribuiu para que o SUS registrasse recorde histórico de cirurgias eletivas em 2025.

Ao longo do ano foram realizados 14,7 milhões de procedimentos em todo o país.

O número representa crescimento de 42% em comparação com o total de cirurgias realizadas em 2022.

De acordo com o Ministério da Saúde, o resultado está relacionado às ações do programa Agora Tem Especialistas.

O programa busca ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias no SUS e reduzir o tempo de espera para esses procedimentos.

Expansão de serviços e investimentos

Além dos leitos cirúrgicos, também houve ampliação de leitos clínicos, hospital-dia e serviços complementares.

Essas estruturas são voltadas ao acompanhamento de pacientes que necessitam de maior monitoramento e à realização de procedimentos mais complexos.

Segundo o Ministério da Saúde, a expansão da rede considera fatores estruturais do sistema de saúde.

Entre eles estão avanços tecnológicos que reduzem o tempo médio de internação por meio de técnicas menos invasivas.

Também são considerados a implementação da reforma psiquiátrica, com fechamento progressivo de leitos hospitalares e ampliação da rede substitutiva, além da redução da taxa de natalidade.

No Novo PAC Saúde estão previstas 36 novas maternidades e 31 Centros de Parto Normal.

O investimento total previsto é de R$ 4,8 bilhões.

O orçamento destinado à saúde mental cresceu 70% e alcançou R$ 2,9 bilhões.

No período, foram habilitados 653 novos serviços.

Na assistência obstétrica, o custeio de leitos neonatais aumentou 230% por meio da Rede Alyne, lançada em 2024 com foco na assistência a gestantes e bebês.