A confirmação de pelo menos três mortes e oito casos de coqueluche na Terra Indígena Yanomami motivou o envio de equipe emergencial do Ministério da Saúde para Surucucu, no interior de Roraima.
O reforço, enviado na segunda-feira (16), inclui médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e socorrista. O grupo atua ao lado de especialistas do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS).
Segundo o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, três mortes de crianças foram registradas. Cerca de 50 profissionais atuam na região com vacinação, exames e acompanhamento de pacientes e contatos.
Em setembro de 2025, começou a funcionar no território o primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI Xapori Yanomami) do país, com investimento federal de cerca de R$ 29 milhões e apoio da Central Única das Favelas (CUFA) e da ONG alemã Target Reudiger Nehberg. A unidade visa ampliar o atendimento de casos graves, oferecer suporte em urgências e emergências e reduzir remoções a centros urbanos. Cerca de 10 mil indígenas de 60 comunidades são beneficiados.
