Roraima se firmou como a principal via terrestre para o fornecimento de alimentos à Venezuela, em um cenário marcado por restrições ao comércio marítimo do país vizinho. Dados de 2024 mostram que as exportações do estado alcançaram US$ 313,9 milhões.

A Venezuela e a Guiana concentram mais da metade da corrente de comércio roraimense, com participação conjunta de 52%. A dependência comercial se reflete no fluxo constante de cargas que atravessam a BR-174 em direção à fronteira norte.

A pauta de exportações é dominada por alimentos. A soja e seus derivados lideraram em 2024, com US$ 155,3 milhões, seguidos por outros produtos essenciais, como açúcares, carnes, margarinas, extratos de malte e legumes, que juntos somaram US$ 125,7 milhões.

Cerca de 70% das exportações totais de Roraima têm como destino a Venezuela. Esse fluxo é considerado fundamental tanto para a economia local quanto para o abastecimento da população venezuelana, que enfrenta dificuldades logísticas nos portos.

O comércio é amparado pelo Acordo de Complementação Econômica (ACE) nº 69, que prevê isenção de impostos de importação. Em julho de 2025, uma crise diplomática levou à aplicação temporária de tarifas elevadas, posteriormente suspensas após negociações.

Com informações da Band