O comércio de Roraima deve alcançar R$ 18,05 milhões em vendas no Dia dos Pais de 2026, segundo estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio). A projeção indica crescimento real de 2,5% em relação ao ano passado e o maior resultado da série histórica iniciada em 2005.
Apesar da expectativa positiva para a data, indicadores apontam que os consumidores roraimenses estão mais cautelosos. A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou queda de 6,3% em julho, na comparação com o mesmo período de 2025, registrando o quarto recuo consecutivo desde o pico observado em março.
O economista Fábio Martinez afirmou que a expectativa de aumento das vendas ocorre em um cenário de melhora no mercado de trabalho, mas precisa ser analisada junto aos demais indicadores.
“Esse cenário de menor desemprego e expansão do emprego formal ajuda a explicar a expectativa de crescimento das vendas para o Dia dos Pais em Roraima. Vale, porém, analisar esse resultado em conjunto com outro indicador. A Intenção de Consumo das Famílias caiu 6,3% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado”, afirmou.
Segundo a Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação em Roraima ficou em 5,7% no primeiro trimestre de 2026, o menor índice para um primeiro trimestre desde o início da série, em 2023.
O percentual ficou abaixo dos 7,5% registrados no mesmo período do ano anterior, mas acima dos 4,7% verificados no último trimestre de 2025. No mercado formal, os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram saldo positivo de 1.938 empregos com carteira assinada no primeiro semestre de 2026.
Pesquisa da Vetra Consultoria indica que roupas e acessórios são os produtos com maior intenção de compra para o Dia dos Pais em Boa Vista, com 40,7% das preferências. Perfumes e cosméticos aparecem com 23,5%, totalizando 64,2% das intenções de presentes.
O levantamento aponta ainda gasto médio de aproximadamente R$ 200 por consumidor. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima que a cesta de bens e serviços ligada à data terá aumento de 5,8% em 2026, acima da inflação geral projetada para o período, de 5,0%.
Entre os produtos pesquisados, computadores devem registrar a maior alta de preços, com previsão de aumento de 11,9%, seguidos por perfumes (+9,8%) e livros (+7,8%). Já aparelhos de som (-3,7%), televisores (-0,8%) e bebidas alcoólicas (-0,4%) devem apresentar redução.
