A decisão do Exército Brasileiro de enviar blindados Centauro II-BR para Roraima ocorre em um contexto de ampliação da presença militar na Região Norte. O estado concentra operações ligadas à segurança de fronteira, combate a crimes ambientais e atendimento a fluxos migratórios vindos da Venezuela.
Desde 2008, o Exército participa da Operação Acolhida, que atua no apoio a refugiados e migrantes na fronteira com a Venezuela. Ao longo dos anos, 6,6 mil militares já foram empregados na operação, que teve custo de R$ 10 milhões em 2025.
Outra frente é a Operação Catrimani, mantida desde abril de 2024 na Terra Indígena Yanomami. A ação já consumiu R$ 131 milhões e resultou na apreensão de mercúrio, máquinas e embarcações do garimpo ilegal avaliadas em cerca de R$ 610 milhões.
Nesse cenário, o envio dos Centauro II-BR, blindados com canhão de 120 milímetros e considerados os mais poderosos da categoria na América do Sul, reforça a capacidade de dissuasão do Exército em uma das regiões mais sensíveis do país.
Com informações do Estadão
