Especial do Escritor: conheça Paulo Thadeu

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A cara de Roraima! Paulo Thadeu, é roraimense e indígena da região do Anaro, lá do município do Amajari, mas mora em Boa Vista desde os 2 anos. No especial do Dia do Escritor, vamos falar sobre quem faz recortes com temáticas de assuntos ocorridos no nosso Estado.

Professor e jornalista, Paulo já escreveu 4 livros, são eles, Coração de estudante – memórias de um militante, Recortes – Crônicas & Reflexões, E Viva São João e De repente um sonho, sendo os dois últimos, lançados em 2021.

Questionado sobre qual o seu livro favorito, Thadeu contou ser o quinto.

“O quinto livro. Sempre penso dessa forma. Sempre coloco a palavra favorito no futuro. O favorito será sempre o próximo”

Paulo diz, que desde pequeno, foi incentivado por professores a escrever. E que foi no antigo primário, hoje em dia 4ª série, onde fez a produção do seu primeiro texto para teatro.

“Fiz também um cordel sobre o dia a dia da escola. Isso me incentivou. No ano seguinte, na 5ª série, fui convidado por uma professora a escrever para um jornalzinho da escola.”

Você pode ter acesso as suas obras clicando aqui.

Confira o prefácio, escrito por Aldenor Pimentel, de seu último livro, de repente um sonho.

De repente, tal qual um repente surrealista

Às vezes, é preciso fechar os olhos para enxergar melhor. Afinal, como já dizia a Raposa, em “O pequeno príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, o essencial é invisível aos olhos.

“De repente um sonho” faz a gente fechar os olhos e, paradoxalmente, ficar com eles bem abertos. E, assim, tal qual Virgílio com Dante, na “Divina Comédia”, Paulo Thadeu nos conduz além, em tempos tão obscuros quantos os descritos pelo poeta renascentista.

Como resultado, vemos com outros olhos, pelas lentes da ficção, aquilo que nos deixou a vista cansada, diante da superexposição a notícias sobre a pandemia: mortes, falta de remédios, caos no sistema de saúde.

E, de repente, como os versos de um repente, o leitor viaja por séculos de História da Arte, entre pinturas surrealistas, a cultura popular do São João, narrativas espiritualistas e debates filosóficos sobre a finitude e o sentido da vida.

Tal qual o Poeta de Água Doce, Eliakin Rufino, em “O Sonho do Xamã”, “O meu sonho é que nada aconteça/ que a vida não tenha final”. E que, num piscar de olhos, “De repente, não mais que de repente”, a gente se dê conta de que tudo não passou de um pesadelo. Amém.

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